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VEJA NA SEÇÃO "MENSAGENS" O TEXTO DA MENSAGEM DE DOMINGO:
QUEM GOSTA DE OUVIR UM NÃO?
http://www.catedraldasnacoes.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=241:quem-gosta-de-ouvir-um-nao&catid=34:mensagens&Itemid=57
NOTÍCIAS PARA A IGREJA EM FEVEREIRO DE 2012
Ouço notícias sobre o que houve no Pinheirinho.
Rumores, terrores. Famílias inteiras. Pessoas, meu Deus.
Na Cracolândia, o entulho é retirado.
Estão descracolizando a Cracolândia ou cracolizando a cidade inteira?
Como se desgraça mudasse de endereço para um lugar bem longe de nós
ou se dispersasse na poeira-poluição da pobre Pauliceia.
Os espaços (nossos!) loteados da cidade são vendidos para os ricos.
No entanto, falamos de justiça todos os dias.
Deveríamos amar-nos uns aos outros.
Suportar-nos uns aos outros.
Confessar os pecados uns aos outros.
Morrer uns pelos outros!
Embora constantemente mal conversemos uns com os outros.
Às vezes nem olhamos uns para os outros.
(Como olharíamos para os que estão lá fora?)
E nossas vidas seguem corretas como sempre foram.
Deveríamos estar proclamando de cima dos telhados
esse evangelho da cruz fincada entre dois ladrões,
a graça sangrando em meio à miséria
e se derramando sobre indignos como nós e eles.
Mas ainda estamos no chão, debatendo nossas diferenças.
Deveríamos expressar ao Senhor por todas as formas e com todas as forças de nossa alma e entendimento o que pensamos e sentimos.
Deveríamos clamar em alta voz, antes que as pedras,
louvores ao Rei bendito que vem em nome do Senhor!
“Hosana!”, deveríamos gritar sem constrangimento.
Deveríamos nos lançar aos pés de Jesus e lavá-los com nossas lágrimas necessárias.
Deveríamos gritar, em uníssono: “Tem compaixão de mim, filho de Davi!”, porque somente sua misericórdia pode salvar-nos de nós mesmos.
Deveríamos desarrolhar a tampa do orgulho e derramar espontaneamente sobre a cabeça de Jesus o unguento precioso de Maria.
E deveríamos nos derramar junto com o bálsamo, para que ele perfumasse tudo à nossa volta com esse amor incontrolável.
Deveríamos, sim.
Não creio que o mundo mudasse. Cracolândias, Pinheirinhos, vergonhas coletivas, apocalipses humanos...
Mas seríamos igreja, e o chão que pisamos às vezes tremeria!
Ainda seríamos discípulos de pequena fé e fracos de entendimento, que às vezes discutem por ninharias e às vezes dormem no Getsêmani.
Porém, como a paixão não pode se esconder e clama saltando pelos montes, nossa luz brilharia ousadamente diante dos homens para glória do Pai.
E nossa voz, como a voz de grande multidão, como o som de muitas águas e fortes trovões, alcançaria os confins da terra.
Rosa M. Ferreira
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